O Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa Selic em 10,75% ao ano na reunião de julho, em decisão unânime que confirmou as expectativas do mercado. O comunicado pós-reunião trouxe linguagem mais cautelosa do que a esperada por parte dos analistas.
O Copom destacou a resiliência da atividade econômica — o PIB do primeiro trimestre surpreendeu positivamente — e a necessidade de monitorar a desinflação dos serviços, que ainda mostra rigidez. A inflação de serviços acima de 5% ao ano é o principal obstáculo para novos cortes de juros no curto prazo.
O mercado de juros futuros precificou, após a decisão, uma pausa mais longa no ciclo de cortes. A curva DI passou a embutir apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual até o final do ano, contra dois cortes antes da reunião.
Para renda fixa, a manutenção dos juros em patamar ainda elevado favorece posições em Tesouro Selic e CDBs pós-fixados. Títulos prefixados e IPCA+ de prazo mais longo podem sofrer pressão de marcação a mercado se as expectativas de corte recuarem.