A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 está na reta final, e o padrão que emerge é claro: setor financeiro acima das estimativas, varejo físico abaixo. A divergência reflete dinâmicas estruturais que devem persistir no segundo semestre.
Os grandes bancos reportaram lucros recordes, impulsionados pela expansão da carteira de crédito e pela manutenção de spreads elevados mesmo com a queda da Selic. A inadimplência, que preocupava no início do ano, mostrou estabilização nas carteiras de pessoas físicas.
No varejo, o quadro é mais heterogêneo. Varejistas de moda e eletrodomésticos viram margens comprimidas por custos logísticos e concorrência do e-commerce. Supermercados e farmácias tiveram desempenho mais sólido, beneficiados pelo consumo de necessidades básicas.
Para o segundo semestre, o mercado monitora o impacto da queda de juros sobre o crédito ao consumidor e a possível recuperação do varejo. A temporada de resultados do 3T26 será o primeiro teste real dessa tese.